Se amar...


Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.

A escola tem um papel importante na prevenção do suicídio, pois pode promover ações para conscientizar os alunos e a comunidade de como procurar ajuda, diante de um tema tão difícil. Também deve estimular a reflexão sobre o papel docente diante desse assunto, sendo que muitos professores deparam-se com alunos automutilados, depressivos e com tendências suicidas, em seu dia-a-dia. Sendo assim, o CEMI tem buscado criar oportunidades para debates como a realização de uma Roda de Terapia Comunitária Integrativa de conversa informal que visou a abordagem do tema de forma em que os alunos pudessem expressar experiências vividas, sentimentos e opiniões a respeito do assunto, de maneira confortável e segura, promovendo um momento em que houvesse troca de experiências e superações. A roda de conversa foi realizada no CINEMI (sala de vídeo), com o apoio da psicóloga Dora. Durante o momento, os participantes da conversa tiveram a oportunidade de relatar suas experiências pessoais, e as diferentes maneiras que encontraram para superar as dificuldades vividas.

Além, da roda de conversa, nas quartas-feiras foi sugerido aos alunos e educadores a virem vestidos de amarelo para enfatizamos a Campanha brasileira de prevenção ao suicídio. E alguns de nossos alunos foram convidados a participar do evento " Se Amar: Um elo com a vida" , realizado nos dias 19 e 20 de setembro de 2019 na Uniceplac - Centro universitário do GAMA, onde participaram de várias palestras e atividades sobre prevenção ao suicídio.

Nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. O dado, da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que a prevenção é fundamental para reverter essa situação, garantindo ajuda e atenção adequadas.

A primeira medida preventiva é a educação. É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto. O caminho é quebrar tabus e compartilhar informações. Esclarecer, conscientizar, estimular o diálogo e abrir espaço para campanhas contribuem para tirar o assunto da invisibilidade e, assim, mudar essa realidade.

Hoje, 32 brasileiros se suicidam diariamente. No mundo, ocorre uma morte a cada 40 segundos. Aproximadamente 1 milhão de pessoas se matam a cada ano. Sabe-se que os números são muito maiores, pois a subnotificação é reconhecida. Além disso, os especialistas estimam que o total de tentativas supere o de suicídios em pelo menos dez vezes.

Mas como buscar ajuda se muitas vezes a pessoa sequer sabe que pode receber apoio e que o que ela sente naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou familiar se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada?

É fato que o suicídio é um fenômeno complexo, de múltiplas determinações, mas saber reconhecer os sinais de alerta pode ser o primeiro e mais importante passo.


Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem indicar necessidade de ajuda.

O suicídio é um ato de comunicação. Quem se mata, na realidade tenta se livrar da dor, do sofrimento, que de tão imenso, parece insuportável.






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